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sábado, 6 de novembro de 2010

poemas

se amar alguem fosse facil?
nao havia tanta dor....
mas como é doença incoravel?!!!!1
ha k sofrer por amor.....
sofrer por ti?
é algo k nao é facil de fazer....
mas foi assim k te prometi:
   DE TE AMAR ATÉ MORRER...

5 comentários:

Anónimo disse...

esta noite sonhei,que a ti me entreguei.
sonhei que me amavas,e com amor me beijavas.
entao acordei e pensei:
que sonho tao louco,
pois que durou tao pouco.

gostei muito!!!Anabela(porto)

marco disse...

Amor É Fogo Que Arde Sem Se Ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;




É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;




É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.




Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

kitu

marco disse...

Por teus olhos negros, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto pedir-lhe amores...
E eles a dizer que não.


E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esperança
Mas fiar-me eu neles, não.


Só negros, negros os quero;
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim...
Nunca mais dizem que não.

kitu

marco disse...

O Amor É Uma Companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais

depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir

vendo tudo.




Mesmo a ausência dela é uma coisa que

está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as

árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que

sinto na ausência dela.


Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol

com a cara dela no meio.

kitu

marco disse...

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e mal amar,
amar, dexamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?


Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de
amor, ou simples ânsia?


Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração
expectante, e amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão de
ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de
rapina.Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas
pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na
concha vazia do amor a procura medroxa, paciente, de mais e mais amor.


Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água
implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

kitu

momentos